Trocando o caderno pelo portátil, a caneta pelas teclas, o walkman pelo rádio do carro, à medida que as ondas vão batendo, “bato” eu nas teclas a tentar escrever algo. O mar hoje está revoltado. A natureza é o estado de alma do poeta, já lá dizia o Fernando Pessoa.
Cada onda que bate simboliza a vida. Embora essa não volte atrás como as ondas, deixa sempre um rasto próprio e sempre diferente a cada uma que rebenta. A única maneira de apagar esse rasto é com outra onda, ainda maior mas, também essa, irá deixar rasto. Há dias em que não apetece sair de casa e há dias em que apetece encontrar a tranquilidade junto desta força brutal. Forever young, musica dos alphavile que passa na rádio, era assim que eu gostava de ser mas a idade passa por nós e o peso da idade faz-nos olhar para trás e ver que pouco foi feito nestes 30 anos que passaram e poucas previsões há para o que ade vir. Realização profissional não me faz pensar pois tenho plena confiança nas minhas capacidades mas quanto à realização pessoal, começam a faltar as forças…
Enfim, todos temos dias assim…
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